Barreto Leme

Barreto Leme

Rua Barreto Leme

Não se sabe ao certo em que ano nasceu Francisco Barreto Leme. Sabe-se apenas que foi na cidade de Taubaté. Barreto Leme veio a falecer na cidade de Campinas, em 09 de abril de 1782. O termo de óbito lavrado pelo vigário, por ocasião de seu falecimento, indica o ano de 1704, como o ano de seu nascimento.

Barreto Leme era filho de Pedro Leme do Prado e de Francisca de Arruda Cabral. Casou-se, aos 26 anos, com Maria de Gusmão.

Antes de se mudar para Campinas, Barreto Leme possuía um sítio em Malacacheta, perto de Pouso Frio, no município de Taubaté.

Existem duas hipóteses sobre as razões que o fizeram se mudar para as Campinas de Mato Grosso: uma delas é que a notícia sobre a fertilidade das terras existentes entre Jundiaí e Moji-Mirim chegou ao seu conhecimento e outra é sobre um possível convite do seu primo, José de Sousa Siqueira, proprietário do primeiro sítio fundado nestas paragens, para que ele aqui estabelecesse sua lavoura.

Por uma razão ou por outra, fato é que Barreto Leme se mudou para Campinas com sua numerosa família e procurou atrair para cá seus parentes e conterrâneos.

Como não há registros sobre concessão ou sesmaria, acredita-se que Barreto Leme adquiriu suas terras. Somente em 1799, seu filho Bernardo Guedes Barreto, obteve uma sesmaria e tornou-se proprietário da fazenda conhecida como “Taquaral”.

Em 1774, Barreto Leme foi um dos signatários da petição de moradores das Campinas de Mato Grosso, solicitando a criação da freguesia. Foi nomeado por Dom Luiz Antonio de Sousa Botelho Mourão, governador da Capitania de São Paulo, fundador, administrador e diretor dessa povoação. Em 18 de julho de 1774, Barreto Leme escreveu para o governador uma carta de agradecimento por sua nomeação. O texto digitalizado dessa carta pertence ao acervo da Biblioteca Nacional Digital e pode ser consultado aqui.

Como diretor da freguesia, não poupou esforços para o desenvolvimento do local. Dedicou-se, particularmente à construção da igreja-matriz de Nossa Senhora da Conceição, que ficou conhecida como Matriz Velha (atual Basílica de Nossa Senhora do Carmo).

Barreto Leme nunca conseguiu obter a patente de Capitão de Ordenanças da Freguesia e sempre administrou a povoação de Campinas do Mato Grosso, como diretor, desde a sua nomeação até o seu falecimento.

Francisco Barreto Leme faleceu aos 78 anos. Seu corpo foi sepultado na igreja que ele ajudou a construir, a atual Basílica de Nossa Senhora do Carmo.

Para homenagear o fundador de Campinas, os vereadores Rodrigo Otávio de Oliveira Menezes e Cândido Ferreira da Silva Camargo apresentaram proposta, na sessão de 12 de janeiro de 1869, para que a rua conhecida pelo nome “atrás da Matriz Velha” ou “Rua da Matriz Velha passasse a se chamar Rua Barreto Leme.

Referências

BRITO, Jolumá. História da cidade de Campinas. São Paulo: Saraiva, 1957. v. 3

GOULART, Edmo. Campinas: ruas da época imperial. Campinas: Maranata, 1983.

PREFEITURA de Campinas. Basílica Nossa Senhora do Carmo. Disponível em: https://conheca.campinas.sp.gov.br/pois/646. Acesso em: 24 out. 2023.